segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Isto foi um dia..

  Imagina alguém a andar pelas ruas, sem rumo, sem fé, sem qualquer motivação, sem qualquer sentido. Uma pessoa vazia. Uma pessoa não-pessoa. Como uma casa a nível de estrutura mas sem objectos no seu interior. A infra-estrutura, ao cabo, da pessoa em si. Só se é humano quando se tem uma série de sentimentos e um coração. Bem, esse alguém era uma rapariga.. Sem forma nem contexto. Ía de rua em rua, de sítio em sítio. Procurava algo. Procurava-se a si? A ti? A algo?
  Ao ver tudo isto acontecer, ao prever o seu destino chega-se facilmente á conclusão que humanos como aqueles que possivelmente encontramos na rua vivem de sentimentos, alimentam-se algo que os preencha, que os complete. Não passamos de uma metade á procura de um golpe de sorte que nos remeta á outra metade. Funcionamos como uma espécie de laranja completa por gomos mas, também somos ímans e, quando encontramos essa bem conceituada metade esses ímans atraem e repelem toda a atmosfera que vem com intuito de trazer mal á purificação dessa união. No entanto, e o que os humanos não entendem, é que quando essas partes se unem não existe forma de as separar. Não existe mesmo nenhuma maneira ou feitiço. Formam um só e caminham juntas.
  Essas duas partes somos nós. Sim NÓS. Foste a metade que encontrei e nunca vou largar. Foste a metade que me salvou dessas ruas sem fim e escuras. Foste a metade de luz que me salvou da minha metade de escuridão. És a metade que forma a minha unidade e que eu amo acima de tudo e da forma mais intensa possível e imaginária. Afinal.. tu existes.


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